Pioneiro da discotecagem em Sertãozinho, DJ Quaranta participou com exclusividade ao Bate-Papo do Balada de Garagem. Considerado uma lenda viva, ele relembrou os bons tempos das baladas dos anos 1980 e 1990 e ainda destacou a falta de casas noturnas para a apresentação de DJs. Vale a pena conferir!
BATE PAPO
Muitas vocações para a discotecagem são incentivadas a partir das músicas dançantes. Para você, como foi entrar e explorar esse universo que se torna cada vez mais tão popular nos dias de hoje?
DJ QUARANTA – Tudo começou aos meus 7 anos de idade, quando ganhei do meu pai uma sonata e um vinil de “Os Incríveis” com a música Molambo. Mas, realmente percebi a minha vocação em um dos ensaios da Banda Memorial, em 1978. Fiquei sentado assistindo em um cantinho, era bom demais! Meus primeiros passos à discotecagem foi no Clube Literário, em agosto de 1980. Comecei junto com meus amigos Chiquinho Radar e Ruy Sérgio Desidério, o popular “Telão”. O presidente era o Nanico Mazer. Toquei em um toca-discos Garrard, da Gradiente, um tape-deck e um pré-amplificador da Polyvox, sem mixer, tudo bem limitado. Tive de aprender na raça. Já em 1982, toquei na “Boate Tropicale, da Associação, na presidência do saudoso Waldir Tufi e, no mesmo ano, na “Boate Liverpool”, do Vale do Sol. Ser DJ nos tempos modernos se tornou bem mais fácil, porém o mais importante ainda é bom gosto musical.
Você buscou alguma formação para alavancar ainda mais na carreira?
DJ QUARANTA - Em 1980, fiz curso de eletrônica na Unaerp e tive a oportunidade de trabalhar com o professor Rubens Galvani, proprietário da Projesom. Aí foi só aprendizado e, além de DJ, me tornei técnico de som, tento a oportunidade de tocar também em festivais de dança, desfiles e em outros eventos, como shows de César Menotti e Fabiano, Victor e Leo, Grupo Tradição, Banda Rod Hanna e Capital Inicial. Atualmente, está cada vez mais difícil de trabalhar em Sertãozinho. Estamos carentes de casas noturnas. Sem locais adequados, fica difícil para os DJs se apresentarem.
Além dos clubes nos anos 1980, você também se destacou nas primeiras boates de Sertãozinho. Conte-nos um pouco como foi essa sua trajetória.
DJ QUARANTA – Em 1991, criamos a New Point, onde era o Balancê, do “Lúcio da Rádio”. Fui sócio proprietário de Rubens Galvani e Júlio Bisson. Anos depois, montamos a Delight, onde também atuei até 1994.
Qual é o seu conselho para quem quer seguir a carreira de DJ?
DJ QUARANTA – Que nunca deixe de sonhar. Acredite sempre! Procure um aprendizado com um profissional e siga a carreira com respeito e humildade.
Você tem quase 50 anos de carreira e durante todo esse tempo conservou um público fiel e saudosista. O que você tem a dizer para quem gosta do trabalho do DJ Quaranta?
DJ QUARANTA – Gratidão a cada um que admira e gosta do meu trabalho. É uma pena que nem sempre estamos juntos como antigamente, mas haverá oportunidades de a gente se encontrar para se divertir. Obrigado, de coração!
Além de se destacar na discotecagem, Quaranta é um dos primeiros DJs a se apresentar em carnavais de Sertãozinho, como em salão de festas do Vale do Sol e trios elétricos da Ortovel e Coca-Cola. Atualmente, também toca em festas de aniversários, formaturas e casamentos.
Para contratar DJ Quaranta, os interessados devem entrar em contato pelo WahtsApp (16) 9-9328-3664 ou pelo e-mail djquaranta@hotmail.com.