Eduardo Resina, um dos DJs mais antigos em atividade em Ribeirão Preto, participou do Bate-Papo do Balada de Garagem. Ele nos contou um pouco sobre a sua trajetória e como se adaptou à evolução da tecnologia para a discotecagem moderna. Vale a pena conferir!
BATE-PAPO
O que te inspirou a entrar ao mundo da discotecagem?
EDUARDO RESINA - Gostava muito das brincadeiras dançantes dos anos 1970. E aí fui gostando de colocar músicas em uma caixinha amplificada com toca-fitas cassete. Isso me inspirou muito. Comecei aos 15 anos de idade e, aos 18, iniciei a carreira tocando para o público adulto no Poliesportivo do Botafogo, em 1978. Com o tempo, fiquei conhecido e fui chamado para tocar em várias danceterias de Ribeirão Preto, mas não deixei o Botinha.
Como você analisa a mudança da tecnologia nas discotecagens?
EDUARDO RESINA - Hoje não se tornou mais fácil, mas, sim, bem prático graças às mídias que dão acesso às músicas. Na minha época não era assim. Não tinha oportunidade de achar os hits que a gente queria. Na maioria das vezes, a melhor escolha era gravar músicas através de programas de rádio, correndo o risco de baixa qualidade e de vinhetas. Dependendo de qual era a música, só se achava em São Paulo ou Rio de Janeiro e, em alguns casos, nos EUA e Europa. Comecei tocando em um toca-discos Garrard sem pitch, às vezes atropelava.
Qual é seu marco histórico como DJ em Ribeirão Preto?
EDUARDO RESINA – É a dominação aos vídeos. Fui o primeiro a tocar com clipes nas danceterias da cidade. Em 2003, já tinha a ajuda dos vídeos-cassetes, mas o melhor de tudo foi o surgimento de um programa que nos ajudou a extrair os vídeos das fitas cassetes para o computador, às vezes, sem a qualidade exigida, alguns vídeos eram ótimos, outros não.
Para contratar Eduardo Resina, os interessados devem entrar em contato pelo WhatsApp (16) 9-9133-7069.